Desde que o Flamengo ficou fora da disputa do título brasileiro a vaga na Libertadores foi tratada pela torcida como prêmio de consolação. A verdade, contudo, é que garantir hoje a presença na competição sul-americana do ano que vem fará todo o planejamento do clube ser baseado na exposição internacional de sua marca, trunfo necessário para a negociação de valores mais altos de patrocínios, cotas de TV e reforços.
Mais do que isso, a vaga pode dar o ânimo necessário para que o projeto do técnico Vanderlei Luxemburgo seja mantido, com a gradativa profissionalização do futebol. E vai além: seduzir a empresa Traffic a dar fim ao impasse com o clube e estabelecer um contrato definitivo com Ronaldinho, que deixe bem amarrada a exploração de sua imagem em novos projetos de marketing.
— Os efeitos financeiros não são comparáveis a Champions League, mas é uma projeção internacional que define as logísticas orçamentárias e os projetos de marketing — explica o diretor de futebol rubro-negro, Luiz Augusto Veloso.
A Libertadores está longe de render aos clubes brasileiros o mesmo que a Liga dos Campeões da Europa da UEFA, a Champions League, dá de lucro aos clubes do Velho Mundo. Na verdade é quatro vezes menos. São R$ 4 milhões por todo o torneio nas Américas, e R$ 16 milhões na competição européia.
— Ano que vem tem que ser melhor. O Flamengo tem que pensar sempre em estar na elite do futebol sul-americano. Tivemos uma recuperação fantástica do ano passado para este. Vejo o ano como de recuperação — avalia Luxemburgo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário